O psicólogo, diretor e produtor Helvécio Ratton foi quem produziu o longa “Uma onda no ar” em 2002, seu quarto longa metragem e o segundo pela Quimera Filmes em sociedade com Simone Matos. O filme é inspirado na história da Rádio Favela de Belo Horizonte – MG, sua idealização, desenvolvimento e criação em 1981.
Diferente dos outros filmes brasileiros que contam histórias passadas em favelas, lugares mais pobres, ou de testemunhas oculares (Cidade de Deus, Última parada 174 e Verônica), “Uma onda no ar” tem um “toque” mais nobre.
A vontade de ser a “voz livre do morro”, de ajudar a quem precisa, de transformar a favela em um lugar melhor para se viver, faz do filme uma boa pedida.
Outra diferença que podemos notar, é a ausência, quase 100% de palavrões e vocabulário chulo, e a presença da referência musical apresentada desde o rap, blues, funk, break, samba, e até mesmo das pessoas do morro.
O filme também nos faz refletir sobre o racismo velado que existia e existe até nos dias atuais, o estrago proporcionado pelas drogas no meio das pessoas e principalmente nos jovens, a brutalidade que a policia, que foi criada para defender o cidadão, age para com as pessoas e também sobre a ideia que o crime não compensa.
“Uma onda no ar” é uma lição de persistência do início ao fim, também de solidariedade e ação. A Rádio Favela ajudou e continua ajudando milhares de pessoas.
Vale a pena ouvir e ver “a voz livre do morro”.
Titulo: Uma onda no ar
Lançamento: 2002
Origem: Brasil
Estúdio: Quimera Filmes
Direção: Helvécio Ratton

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